Cuba: Modelo de represión integral

Un texto clarísimo e instructivo que remite a una profunda reflexión: ?Hasta cuándo durará nuestro castigo y vilipendio por las manos y mentes insanas de esos comunistas destructores de la especie humana? ?Hasta cuándo los lideres mundiales de las más grandes potencias continuarán a permitir, criminosamente, que esos degenerados comunistas sigan con sus planes criminales de destrucción masiva de la sociedad mundial?
?Hasta cuándo esas que se autodenominan “organizaciones en defensa de los derechos humanos” irán continuar “durmiendo en cuna explendida”, en cuanto los infelices y comunes mortales siguen siendo masacrados con noticias como ésta???
Diganme ustedes!

Frontera Transparente

Conferencia: Derechos Humanos en Cuba impartida por Pedro Corzo, Investigador histórico del régimen totalitario cubano ante la OEA (dicembre 7 de 2018).

El régimen totalitario de Cuba se acerca a cumplir sesenta años de estar manejando a su voluntad los destinos de sus ciudadanos y de ejercer influencias negativas en numerosos países, en particular Latinoamérica.

En todo este tiempo solo ha sido eficaz en lo que respecta a la represión, el control de la información y la conservación del poder, una experiencia desesperanzadora aun hasta para aquellos que asesinaron en su nombre.

Una cantidad notable de cubanos, dentro y fuera de la isla, están amargados y frustrados. Han perdido la esperanza de un futuro mejor para su país, un síndrome que se aprecia particularmente en aquellos que creyeron ciegamente en el esplendoroso futuro prometido y hasta se sacrificaron por la materialización de esas propuestas. 

Más de 30…

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A LEI, A JUSTIÇA, A POLÍTICA E A UNIVERSIDADE…

(Artigo produzido em outubro de 2018, com fulcro na análise do acirrado cenário político pátrio, quando se digladiavam os então candidatos ao Palácio do Planalto: Jair Bolsonaro (PSL), Fernando Haddad (PT), Geraldo Alkmin (PSDB), Marina Silva (REDE), Ciro Gomes (PDT), Álvaro Dias (PODEMOS), João Amoêdo (NOVO), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB), Vera Lucia (PSTU), João Vicente Goulart (PPL), José Maria Eymael (DC), Cabo Daciolo (PATRIOTA). Do embate, saiu vitorioso o atual Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, por larga margem frente ao segundo colocado).

Por: Prof. Dr. Juan Y. Koffler A.

A propósito destes tempos destemperados em que ocorre uma verdadeira batalha campal animalesca (às raias do irracional) entre “esquerda versus direita” em razão da disputa eleitoral que visa a cadeira-mor da República (e sua larga lista de“penduricalhos inócuos” e benesses infinitas), voltam à baila as manipulações espúrias, apátridas e até criminosas que emergem de mentes insanas, alienadas, idiotizadas e ostensivamente ególatras. Afinal, está em jogo não exatamente o destino da nação (como os ingênuos poderiam crer), mas sim o futuro e as benesses desses “penduricalhos”, pouco ou nada importando qual será, doravante, o destino da pátria!

“Desde há quantos anos violam você esses senhores?” (Parece óbvio que a questão refere-se aos políticos!)

Detenhamo-nos um pouco e reflitamos sobre este primeiro parágrafo. E questionemo-nos: “Será que sempre foi assim o «modus vivendi» humano?” Tomemos como exemplo a Justiça (apenas uma das variáveis desta complexa equação humana, embora de alto poder de influência no modus vivendi social). Referindo-se ao binômio “legislação x justiça”, González Quirós[1], renomado filósofo espanhol contemporâneo, desenha em traços mais que compreensíveis o grande paradoxo do que conhecemos como “Justiça”:

“Seria necessária a sabedoria de Salomão, e um tempo infinito, para não tropeçar nalguma das pedras com as que a logorreia legislativa há ido semeando o caminho da Justiça. Não é sem motivo que a Justiça tenha fama de lenta [grifos no original], porém pese à sua prudência, chamemo-la assim, há legisladores empenhados em que role (se arraste) pelo chão em tantas ocasiões quantas seja conveniente aos altos interesses do palanque (grifos nossos).

Curioso e deveras emblemático, pois não? González Quirós ainda complementa sua análise com pontual e contundente realidade, aqui e alhures: “Rangem os esquemas do sistema financeiro enquanto levas de advogados de fortuna se lançam em busca da sua parte do butim”! Butim constituído de um tesouro abundante que reina na confusa escuridão da superabundância legislativa! Emblemático (repito propositadamente), grotesco e nauseabundo! Mas é ainda o autor em tela que, cauteloso, faz questão de complementar seu pensamento:

“Não é pouca coisa que haja disputa sobre quem terá que pagar um imposto, porém não se atribulem os beneméritos defensores da ordem, porque o que seria terrível é que restassem dúvidas acerca de que tenha que se pagar, porém não há risco, de momento, em que a bondade intrínseca daqueles que nos esvaziam os bolsos seja colocada em questão em sedes que vivem razoavelmente bem do que deriva desses despojos”.

Traduzindo ao bom e popular português, desconfiar da lisura dos nossos juízes e legisladores seria temerário considerando-se que, apesar desses “roubos”, ainda se consegue sobreviver. Noutros termos, há que se odiar o delito, mas compadecer-se do delinquente. Paradoxal e bizarra conclusão.

Pois bem. Nestes momentos de tensão político-social, vésperas das eleições presidenciais, alguns setores sociais usam e abusam das suas pretensas prerrogativas fazendo a própria Justiça curvar-se às suas desvairadas elocubrações (nada louváveis). Em recente e estardalhada notícia, a ativa e douta Raquel Dodge (Procuradora Geral da República) ingressou com pedido de liminar junto ao STF (Supremo Tribunal Federal) visando sua concessão no sentido de “suspender o ingresso de agentes públicos nas universidades e impedir buscas, apreensões e coleta irregular de depoimentos”[2]. Alega a insigne Procuradora que ditos agentes públicos, motivados por denúncias de potencial propaganda eleitoral irregular e com intuito de reprimi-las, praticaram atos que afrontam a Constituição, ensejando a justa medida de ajuizamento de Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) com pedido de Liminar a fim de garantir a liberdade de expressão, assim evitando lesão a instituições, independentemente de serem públicas ou privadas.

“Curiosamente” (sic), três dias antes (portanto, em 23 de outubro de 2018), a Justiça Eleitoral exarou decisões endereçadas à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e à Universidade Federal Fluminense (UFF) instando-as a abster-se de atos políticos, seja mediante material eleitoral ou qualquer outra atividade neste sentido (sublinhamos).[3]

A medida tinha razão de ser. Desde os idos da década de 1960 – apenas para marcarmos um horizonte mais próximo e emblemático – os educandários da pátria (lato sensu), seguindo uma deletéria tendência que se espalhava rapidamente por todo o continente, foram literalmente transformados em bunker’s de resistência comunista, verdadeiros antros de multiplicação das crescentes levas de “adoradores do marxismo” – mesmo que sequer conhecessem o que esta ideologia representava. Tal qual papagaios amestrados (sic), idiotizados, repetiam as surradas frases rezadas na cartilha marxista, pelas bocas asquerosas de homunculos como Fidel Castro, “Che” Guevara et caterva. Esta bizarra e destrutiva “contaminação maciça” alcançou, em pouco tempo, todos os rincões das três Américas, sedimentando-se principalmente nos estabelecimentos de ensino público (mas não apenas nestes), a partir do Segundo Grau.

Universidades e Centros Educativos: antros de proliferação da ideologia marxista…

Este subtítulo nada além representa que a fiel e legítima pecha fundamentadamente atribuída a todo e qualquer centro de ensino, independentemente do nível escolar que nele se desenvolva: a politização e ideologização dos acadêmicos que por ele transitam à procura do tão sonhado “relevante saber” que lhes permitirá (em tese, óbvio) ingressar posteriormente ao altamente competitivo mercado de trabalho. Nada mais falso (claro que com as parcas e honrosas exceções).

A partir dos anos ‘1960 e seguintes’  (aproximadamente e apenas com o fito de predefinir um marco temporal o mais acorde com a realidade), coincidindo com o expressivo desenvolvimento das ideologias ditas “de esquerda” motivadas pela revolução promovida na então paradisíaca ilha caribenha de Cuba e sob a batuta dos irmãos Castro e o celerado aventureiro argentino, Ernesto “Ché” Guevara, intensificaram-se as operações de controle mais rígido da expansão desse movimento hediondo que nada tem de “libertador” como seus mentores faziam questão de nominá-lo. 

Indiscutivelmente e por razões óbvias (o idioma espanhol preponderante, os índices educacionais baixos e até paupérrimos, dentre outras variáveis), a revolução cubana teve seu grande suporte advindo, em primeiro lugar, de Rússia (por afinidades ideológicas e, obviamente, estratégicas para esta última potência), exemplo seguido pelas nações que compõem os blocos central e sul do continente sul-americano. E muito embora a história registrada como “oficial” do que passou a ser conhecida como “revolução cubana” (o golpe de Estado revolucionário capitaneado por Fidel Castro e seu fiel escudeiro, Ernesto “Ché” Guevara, derrubando o então ditador Fulgêncio Batista) não passasse de uma ostensiva estratégia financiada e apoiada por sua patrocinadora (a nação russa), o correto seria entender tal “parceria” como uma grotesca e asquerosa intentona de sequestrar nosso continente e aqui estabelecer as bases  estratégicas para castigar, com maior eficiência e melhores resultados, os Estados Unidos da América do Norte. Mais: há por trás destas maquinações estratégicas a disputa do poder ideológico que, de certa forma, privilegiaria a supremacia comunista, em detrimento de todos os esforços que as Américas do Sul e Central vêm desenvolvendo a fim de inibir essas continuadas intentonas de imposição ideológica de corte marxista-leninista.

A cartilha marxista passou a ser, então, a “bíblia” das levas acadêmicas de segundo e terceiro graus, não poupando ninguém: ou o indivíduo se unia ao grupo majoritário de ensandecidos e alienados indivíduos, ou estaria firmando sua sentença de marginalização, de desterro e até de perseguição e morte. Simples assim. Em suma, a típica “sinuca de bico”: “se ficar o bicho pega, se correr o bicho come!”

Por qual(ais) razão(zões) o comunismo não vingou?

A queda do muro de Berlim (o muro da vergonha à época da chamada “Guerra Fria”) se deu em 9 de novembro de 1989; portanto, está às portas de completar seu trigésimo aniversário. Tal evento está diretamente conectado com o modelo político e econômico da URSS, que literalmente começou a colapsar nos idos de 1980, prenunciando graves e elevados prejuízos a essa nação comunista continental.

Quer se queira, quer não, o período seguinte à derrubada do famigerado muro berlinense enfraqueceu sobremaneira a outrora portentosa nação russa, desestabilizando ferozmente suas deletérias bases ideológicas marxistas-leninistas e forçando sua política interna a assumir outro rumo, desta feita com feições claras de uma sistemática político-social híbrida (uma espécie de “comunismo democrático”, despersonalizado; um grotesco arranjo capcioso que nem sua sociedade conseguiu assimilar, muito menos aprovar).

Isto remete a uma obrigatória reflexão sobre qual é a realidade e qual seria a ficção, ou vice-versa, como queira o leitor. Sim, porque, a nosso ver e sentir, o comunismo vem perdendo espaço a olhos vistos. Na prática, ressignifica a periclitância das ideologias ditas “de esquerda”, insustentáveis e, mais que isso, ameaçadoras para seus próprios seguidores. 

Há algumas respostas que são mais palatáveis à compreensão daqueles que não transitam costumeiramente por este complexo e intrincado tema das ideologias. Intentaremos, então, resumir com a melhor clareza possível.

Iniciemos afirmando que a sistemática comunista é melhor assimilada por aquelas camadas mais carentes e menos intelectualizadas da sociedade. O discurso comunista agrada àqueles que sentem-se excluídos das benesses que a riqueça farta traz às outras camadas que habitam o topo da pirâmide social. Alguns invejam os luxuosos automóveis que circulam pelas ruas e avenidas; outros sentem-se vexados quando olham para restaurantes finos, através das largas vitrines de blindex, onde fartas mesas de quitutes e custosas bebidas parecem tripudiar do humilde passante; outros ainda, defrontam-se nos corredores de hipermercados com carrinhos abarrotados de finos produtos de alimentação, bebidas e luxo, comparando-os com as próprias e minguadas compras; e muitos outros, então, em seus caminhos para o forçado labor diário a bordo de abarrotados e desconfortáveis ônibus, em plena madrugada, observam desiludidos as suntuosas mansões feericamente iluminadas, com seus monumentais jardins floridos. Parece claro e até compreensível que em suas mentes turvadas e apreensivas com as contas de final de mês (nem sempre acessíveis ao seu pagamento), instala-se em seus corações essa amarga sensação de impotência, de descrença e até de desespero com a “injustiça divina” – a mãe de todos os males terrenos”

O certo é que, dentre tantas explicações – da mais singela à mais estapafúrdia -, ergue-se uma constatação que parece resumir à perfeição a real realidade [5]: 

Esta mostra que os princípios do comunismo são, de fato, viáveis. “O único problema é que elas produzem economias super ineficientes, de tal forma que, embora as pessoas em um sistema comunista apoiem plenamente seus ideais, elas logo começam a se comportar de uma forma que mostra seu profundo anseio pelas liberdades do capitalismo”.

Eis uma realidade que não pode ser combatida com meras elucubrações vazias ou com discursos inflamados, típicos das agremiações de esquerda. Em realidade – e para concluir, pois o tema é extenso, vasto e complexo -, o que se entende por comunismo é apenas o que eu reputo de democracia unilateral disfarçada, ou seja, a clássica e surrada premissa que dita:

 “Aos amigos, a lei; aos inimigos, o rigor da lei!”

Esmiuçando o conceito ora citado e grifado, que encerra este breve ensaio,  o comunismo nada mais é que uma democracia parcializada e aplicável apenas àqueles que partilham do butim, que compõem o séquito supostamento etiquetado como “esquerda”, mas que praticam um insofismável capitalismo raivoso e sectário.

Reflitam, assimilem cuidadosamente todo o exposto e procedam a uma reflexão profunda, crítica e auto-crítica, e conseguirão visualizar a ostensiva falácia contida nessa mentirosa, asquerosa e criminosa seita de ególatras despersonalizados e apátridas a serviço de humanoides inescrupulosos e ditatoriais.  


[1] QUIRÓS, J. L. Gonzáles. La legislación contra la Justicia. In: “Disidentia”, 27 de octubre de 2018. Disponible en: https://goo.gl/MtNEJc. Acceso en: Octubre de 2018.

[2]VASCONCELOS, Frederico. Raquel Dodge pede ao STF para impedir ingresso de agentes nas universidades. In:UOL/Folha de São Paulo – Seção “Colunas e Blogs”, 27.out.2018. Disponível em: https://goo.gl/TWbiAV.Acesso em: 27.out.2018.

[3]PIMENTEL, Matheus. Atos políticos em universidades são cancelados. O que diz a lei. In: NEXO Jornal Digital –Coluna “Expresso”, 24.out.2018. Disponível em: https://goo.gl/RoSGvW.Acesso em: 27.out.2018.

[4] KOFFLER, J. O homem: esse projeto mal-acabado. Disponível em: https://www.monografias.com/pt/trabalhos3/homem-projeto-mal-acabado-shtml. Acesso em: Dezembro.2018.

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OUTRO “MURO” MARXISTA QUE COMEÇA A DESMORONAR…

“Estamos às portas de uma mudança dramática do cenário político e diplomático mundial. Aproximam-se turbulências. Porém será a primeira vez em muito tempo que um bloque sólido de países enfrenta o muro do marxismo cultural imperante em eixos fundamentais”.

Por: Carlos Polo – In: “Actuall”– 04/12/2018 * Tradução-versão por: Juan Koffler (Blumenau/Brasil)

“Assim como ninguém esperava a queda do Muro de Berlim, símbolo do ostensivo poder soviético marxista da segunda parte do século XX, hoje pode dar a impressão de que o marxismo cultural imperante em quase toda Europa e América está em trajetória rumo ao seu colapso. Porém há que reconhecer-se que muitos feitos políticos recentes estariam pressagiando esse caminho de dissolução. O cidadão comum está farto da corrupção e pobreza em que costumam terminar os socialismos de Estado, assim como da chocante incoerência de seus líderes, que soem ver a realidade de uma maneira rígida e assim procuram impor a todos os demais.

Em 9 de novembro de 1989 caiu o primeiro muro, o de Berlim. Decorridas quase três décadas, um complexo sistema de contenção de 155 quilômetros de concreto e vigas de aço reteve pessoas que pugnavam por libertar-se da opressão marxista. De nada valeu a retórica de dirigentes do império soviético em fazer acreditar ao mundo que seu sistema funcionava e tornava as pessoas mais felizes. Cercas de arame [farpado], fossos, minas [explosivas], cães e guardas que atiravam para matar falavam mais forte. A rota de fuga tinha apenas um sentido. E [este] não era em direção ao que pregava o marxismo. Era, antes, fugir de tudo isso, ainda que às custas da própria vida.

Porém, a queda desse primeiro Muro não foi, como alguns imaginaram, o final do marxismo. Conforme se derrubava, outro “muro” ia sendo construído, também sob a marca marxista, porém muito mais sutil. Este não é de concreto, mas similarmente retém e restringe a liberdade. E provavelmente o esteja fazendo de maneira mais eficiente. É o “muro” do marxismo cultural, esse que já não procura o controle dos meios de produção material, como o propunha Karl Marx, mas sim a forma de pensar das sociedades. Construído por Gramsci, Lukács, Kojève, Adorno e Marcuse, entre outros, o muro do marxismo cultural busca o controle dos meios de produção intelectual. Aprisiona as mentes controlando o discurso público e o “politicamente correto”: quem se expressa diferente é duramente castigado.

Pacientemente, durante anos os arquitetos do marxismo cultural foram se apoderando dos meios de comunicação e as universidades com dito propósito. Haviam descoberto algo que Marx nem sonhava: controlando o discurso e a agenda na esfera pública podem controlar a vida social de maneira muito mais eficiente que pelo controle econômico. Este autêntico “muro mental” penetrou na cultura e nas instâncias de poder locais e internacionais, estendendo-se do público aos âmbitos mais privados como a família e a sexualidade, a fim de controlar a tudo e a todos. Sua eficiência tem-se pautado até agora em convencer a gente do que eles desejam, sem que a maioria sequer suspeite que está sob seu domínio. Jogam com a ilusão de conceder “direitos” e “liberdades” a cidadãos, porém como contrapartida exigem o reconhecimento do poder absoluto, disfarçado de “normalidade”. Os poucos que percebemos que alguma coisa não anda bem sentimos que é tão poderoso esse aparato que nunca irá cair, que só pode acumular mais e mais poder, enquanto nos confina ao novo ostracismo que se denomina “irrelevância”, mediante palavras-amuleto como “ultra” ou “…fobos”.

E, contudo, este muro do marxismo cultural está começando a desmoronar, por mais que para muitos pareça tão intransponível e indestrutível como aquele primeiro Muro, na década dos 80’ s.

“The right is cool again”… também em Espanha. O muro se esfacela e não por ação da ultradireita, como afirmam os jornalistas tratando de menosprezar o fenômeno, mas porque a gente está cansada do experimento da esquerda.

Os fatos vão se acumulando: o Brexit (saída do Reino Unido da União Europeia), o NÃO ao trapaceiro acordo de paz da Colômbia com os narco-guerrilheiros das FARC, a eleição de Donald Trump, vitória de Viktor Orban como primeiro-ministro da Hungria e a exclusão de “estudos de gênero” em universidades, a derrota da legalização do aborto em Argentina, a eleição de Jair Bolsonaro como presidente do Brasil, são apenas alguns. Menção particular merecem os resultados eleitorais em Andaluzia de esta semana. O partido Vox (refere-se ao partido de extrema-direita), que se apresenta sem complexos com um discurso que bem pode se definir, entre outras coisas, como anti-marxismo cultural, conseguiu 12 deputados regionais. Passou de 18.000 eleitores a quase 400.000. É todo um fenômeno. Pela forma parlamentarista de eleger o presidente regional (equivalente a governador em outros países), a soma dos partidos de centro e de direita pode ser o fim de 36 anos de governo socialista em Andaluzia (refere-se a uma comunidade autônoma no Sul de Espanha, a maior do país, com mais de 8 milhões de habitantes, cuja capital é a famosa cidade de Sevilha). Porém, além disso, põe em xeque a política nacional. “The right is cool again”… também em Espanha. O muro se esfacela e não por ação da ultradireita, como dizem os jornalistas tratando de menosprezar o fenômeno, mas porque a gente está cansada do experimento da esquerda.

Em todos estes fatos há uma constante: o marxismo cultural é o establishment que perde ainda usando todo o seu poder para vencer o opositor que o desafia. E perde contra todos os prognósticos dos guardiães mediáticos e políticos de seu discurso público. Trunfa o opositor ao marxismo cultural que enfrenta a todo um aparato de poder, e ganha incluso com muito menos recursos econômicos e contra a ação hostil e militante da imprensa.

A serpente do marxismo original e ortodoxo deixou a pele e muitíssima gente ficou olhando a pele vazia, pensando que essa “falsa serpente” não deveria chegar ao poder. Enquanto isso, a verdadeira serpente, com outra pele, se estava convertendo em seu tirano.

Por que? Porque o discurso do marxismo cultural promete muito e concretiza pouco. E o pouco que concretiza é exatamente o oposto ao prometido. Os políticos que chegam ao poder prometendo terminar com a pobreza tornam-se extremamente ricos com todo tipo de corrupção e abuso de poder. Os paladinos da liberdade sexual do gênero se convertem nos piores ditadores do pensamento único LGTBI (Lesbianas, Gays, pessoas Transgênero, Bissexuais, e Intersexuais), perseguidores de todo dissidente. As feministas acabam convertendo às mulheres na versão feminina dessa parte dos varões que todos detestamos: a do macho irresponsável e egoísta. Quanto mais poder acumula, e quanto mais longe leva suas reformas, as contradições tornam-se mais flagrantes e menos toleráveis para a cidadania. O desencanto pouco a pouco se transforma em rejeição e logo em subversão. Faz poucos dias, o diplomata Ernesto Araújo, anunciado como o futuro ministro de Relações Exteriores de Brasil, declarava que a missão que recebeu é acabar com todas as formas ideológicas do marxismo cultural, com qualquer uma das suas denominações (gênero-diversidade sexual, ecologismos, feminismos, multiculturalismos, teologia da libertação etc.). Araujo desnuda magistralmente a confusão de muita gente que ao rechaçar “o comunismo”, apontou todo o tempo a um monstro que já sofreu mutação. A serpente do marxismo original e ortodoxo deixou a pele e muitíssima gente ficou olhando a pele vazia, pensando que essa “falsa serpente” não deveria chegar ao poder. Enquanto isso, a verdadeira serpente, com outra pele, estava se convertendo em seu tirano. É a nova esquerda que nunca abandonou seus princípios e práxis de luta de classes, apenas transformou seu discurso e soube como controlar a agenda pública. É a “nova esquerda” que há sido descrita muito bem por Agustín Laje e Nicolás Márquez em seu livro (“Libro Negro Nueva Izquierda Subversiva – Amazon Books), que desde faz meses possui categoria de best seller.

2019, um ano-chave

Porém, Araujo tem tudo muito claro. Chama poderosamente a atenção sua lucidez para detectar a verdadeira serpente e sua determinação para combate-la. E sem dúvida, esta guerra declarada ao marxismo cultural decantará em múltiplos cenários políticos. 2019 será um ano particularmente chave para a política internacional e local: tudo aponta a que muitas coisas aconteçam durante os próximos 365 dias.

Por exemplo, a posição de Brasil na ONU dará um giro de 180 graus com Araujo, um homem que nunca escondeu sua admiração por Donald Trump. Relembremos que Bolsonaro anunciou seu desejo de retirar-se da ONU e que a embaixadora de Estados Unidos, Nikki Haley, oficializou a retirada do seu país do Conselho de Direitos Humanos qualificando-o de cloaca e aos seus membros de hipócritas. Àqueles que temos estado nos corredores da ONU, nos resulta claro que o marxismo cultural atualmente dominante no sistema internacional não poderá seguir igual com Trump e Bolsonaro contra. E as coisas poderiam ser muito pior se, como anunciou Bolsonaro, Brasil se retirará totalmente da ONU.

Estamos às portas de uma mudança dramática do cenário político e diplomático mundial. Vêm turbulências. Porém será a primeira vez em muito tempo que um bloco sólido de países enfrenta o muro do marxismo cultural imperante em eixos fundamentais em temas relacionados com a vida e as liberdades.

No Population Research Institute, temos seguido de perto o processo de maturação de muitos levantes de insubordinação frente às diferentes imposições do marxismo cultural em diversos países. Para potencializar este fenômeno temos criado recentemente a Divisão RELEASE dedicada a potencializar organizações com ferramentas de participação cidadã. Ali onde se identifica a opressão do marxismo cultural e os cidadãos encontram médios para rebelar-se, a mudança tarde ou cedo se nota.

2019 é ano eleitoral em muitos países de Europa e América e nos trará mais de uma surpresa. Será salutar para a humanidade, embora não estará isenta de momentos delicados, de verdadeira crise. Depende de nós se essas crises são de verdadeiro crescimento ou teremos que seguir esperando uma mudança para melhor.”

Fonte: https://www.actuall.com/criterio/democracia/muro-marxista-se-empieza-derrumbar/

Estaria o humano retrocedendo em seu nível civilizatório?

A violência (lato sensu) como padrão preponderante…

Parte I

Um contexto…

“Nós somos os assassinos mais implacáveis e inconscientes  do planeta Terra” (Fields, 2016; Koffler, 1976). 

O ser humano nunca se conformou, desde remotíssimas eras, com sua “herança original”, aquela que lhe ditava ser mais uma espécie dentre as milhões de outras que com ele sempre coexistiram. Sua capacidade como espécie racional, inteligente e criativa, à medida em que ia sendo descoberta em suas nuanças, ademais de a princípio intriga-lo, lhe sinalizava um diferencial competitivo em sua convivência natural: o discernimento sobre quem seria sacrificável e quem não. Curiosa e bizarra qualidade fundamentada no libre arbítrio humano, a seu bel-prazer.


“Libre arbítrio e liberdade são dois modos distintos de entender a capacidade do ser humano para autogovernar-se”, diz-nos Alonso-Fernández (2006:26).

Não ingressaremos a um debate sobre libre arbítrio e liberdade (deixemos que o leitor opte por escolher se vale a pena se aprofundar ou não neste sentido); apenas e a título de breve ilustração, digamos que ambos os conceitos não possuem o mesmo significado, mas sim que são dois caminhos distintos de entender uma capacidade humana: a de livremente atuar (livre arbítrio)

Para Immanuel Kant (1724-1804), obstinado defensor da liberdade, o libre arbítrio teria menos a ver com a metafísica e mais com a liberdade de escolha do indivíduo humano – no que somos levados a concordar, pois parece-nos cordato com a regular eleição do seu comportamento pontualizado, segundo determinantes de cunho personalíssimo -. No próprio discurso-fundamento do laureado filósofo prussiano,

“Se o homem fosse apenas sensibilidade, suas ações estariam determinadas por impulsos sensíveis. Se fosse unicamente racional, seriam necessariamente determinadas pela razão. Porém o homem é ao mesmo tempo sensibilidade e razão, e pode seguir os impulsos dos desejos ou pode seguir os impulsos da razão, e é nesta capacidade de eleição que consiste a liberdade que possui o homem” [grifos nossos] (KANT apud BOVER, 2012:29).

Pois bem. Considerando que nosso objetivo, para este breve “desenho a traços”, não é filosofar, mas sim discutir questões sociais de índole comportamental segundo um restrito leque composto por aquilo que consideramos “pontos-chave da pós-modernidade”, sigamos neste nosso devaneio, agora com foco mais crítico e pontualizado.

Preliminarmente, vale destacar que nossa longa experiência de vida em diversos rincões deste castigado e multifacetado planeta, prestou-se a municiar-nos com um rico acervo de “cases” experimentais (todos devidamente registrados) segundo uma gama variadíssima de situações que flutuam entre dois extremos: do absolutamente racional ao bizarramente irracional. Não se assombre, caro leitor, pois, segundo já o expressei e fundamentei em minha tese de 1976 – “O Homem: esse projeto mal-acabado” -, o ser humano, paradoxalmente, já provou e mais que comprovou ser um produto falho, defeituoso, carcomido por sua degenerada gana destrutiva,  quando comparado às demais espécies que com ele coabitam este depauperado e agonizante planeta.

Por que seria “mal-acabado”? Parece fácil dize-lo, mas torna-se complexo explica-lo, o que não nos impede de intentar faze-lo. Tudo o que é “mal-acabado” pressupõe algo defeituoso, falho ou putrefato em sua estrutura, apresentação e/ou utilidade. Assim, dito conceito é bastante amplo para abranger “defeitos de estrutura, de formação, de caráter, de personalidade, de postura” e por aí vai. “You name it!” (“diga você!”), exclamar-se-ia em Inglês. O certo é que, se nos reportássemos à “perfeição humana”, tão aclamada pelas religiões, sociólogos e filósofos “dessintonizados”, estaríamos cometendo uma das mais grosseiras e fantasiosas falácias já vistas e ouvidas na história humana!

Deste breve e sumariado relato já é fácil deduzir que somos uma espécie em total decadência e, hoje, preponderantemente autofágica. Tomando o exemplo ilustrativo de nossa pátria (Brasil), é cristalina a imagem de decadência, desagregação, desordem e retrocesso, contradizendo grosseiramente o tão honroso lema que ornamenta nosso pavilhão nacional (hoje literalmente enlameado pela ação deletéria, principalmente de políticos e cidadãos comuns, ostensiva e levianamente descomprometidos com a pátria amada)!

Todavia, não nos iludamos. Tão deplorável “fenômeno” não é nem nunca foi “exclusividade” de uma nação, uma região, um continente. Ele é inerente à nossa espécie (humana), paradoxalmente classificada como Homo Sapiens Sapiens. Como toda classificação científica, está fundamentada em quadros intelectuais que parecem atender à mera e fria Academia. Como se fosse humanamente possível que o próprio ser humano se auto-avaliasse sem, nem por um microssegundo, ser tendencioso e auto-elogioso. Classificações demandam a inteligência de terceiros não envolvidos no que se está pretendendo classificar. Mesmo que esses “terceiros” sejam frias ferramentas de “inteligência artificial”.

A título de complementação desta Primeira Parte…

Quer se queira, quer não, todos os indicativos sociais, conjunturais, estruturais, filosóficos, políticos, científicos, apontam claramente para um sistema em franca decadência que vem minando a sociedade como um todo, como se estivéssemos num verdadeiro e incômodo “processo de regressão”

Basta que o cidadão racional, mais atento e comprometido com o “porvir” próprio e de todas as espécies que com ele convivem, se detenha por um curto lapso temporal e, como se fosse mero expectador, observe seu entorno até onde lhe alcança sua capacidade (visual, emocional, intelectiva, retrospectiva) e reflita segundo singelos padrões comparativos, buscando a tão propalada “luz no fim do túnel”. Mui provavelmente, não a encontrará ou, se a encontrar, poderá se deparar com uma desagradável e inesperada surpresa: 

Somos fruto, desde nossos primórdios, da tutela de falsos deuses que ainda hoje subsistem, na insana intenção de guiar nossas ações e tergiversar nosso próprio e intelectualizado entendimento. 

“Algumas centenas de milhares de anos foram suficientes, em razão do temor ao desconhecido, para que nos curvássemos ao mesmo e APRENDÊSSEMOS a consentir em base ao doentio medo daquilo que nunca saberemos explicar, muito menos assimilar, optando então pela “prática submissão” a tudo àquilo que foge ao nosso ainda primitivo conhecimento” (J.Koffler, 1976).  

ALONSO-FERNÁNDEZ, Francisco. El hombre libre y sus sombras: una antropología de la libertad. Los emancipados y los cautivos. Barcelona (España): Anthropos Editorial, 2006, pp. 25-16.

BOVER, Jan. Cómo vivir feliz sin libre albedrio. Manlleu: Javajan, 2012

FIELDS, Douglas. Os seres humanos são geneticamente predispostos a matar uns aos outros. Nova York (USA): Sussex Publishers, 2016.

KOFFLER, Juan Y. O homem: esse projeto mal-acabado [tese de doutorado]. Montevideo: S.E.D, 1976. 

“Marcuse é culpável”

(Texto traduzido e reproduzido do original em Espanhol, MARXde autoria de Francisco José Contreras, publicado originalmente em 26 de outubro de 2018 no site “Disidentia” – Disponível em: <https://disidentia.com/marcuse-es-culpable/&gt;). Tradução e interpretação: Juan Koffler – Brasil.

“Sou o espírito que sempre nega [Ich bin der Geist, der stets verneint]”, disse de si mesmo o Mefistofeles de Goethe. A esquerda, susteve Roger Scruton em Fools, Frauds, and Firebrands, é mefistofélica: o que a define é sua “essencial negatividade”, seu “grito contra o vigente em nome do desconhecido” [grifamos]: critica implacavelmente as imperfeições reais ou imaginárias da sociedade atual sem propor outra alternativa que, no melhor dos casos, nebulosas utopias (no pior, a simples reedição do que uma e outra vez – de Lênin a Mao, de Pol Pot a Castro ou Chávez – tem desaguado em fossas comuns e filas para comprar papel higiênico).

pobreza absoluta há diminuído nos últimos 25 anos a uma velocidade nunca vista na história, porém a esquerda se esforça para ver a economia global como um espólio sistemático dos “países empobrecidos” pelos “exploradores” (e dentro dos países ricos, como um “austericídio” que teria “aos de baixo” na miséria). As mulheres usufruem no Ocidente de uma igualdade com o homem que teria resultado inimaginável há apenas umas décadas: a esquerda nos diz que em realidade vivem num inferno de discriminação, “brecha salarial”, acosso #me too [#eu também] [Fundadora de #MeToo Asia Argento é denunciada de assédio sexual contra menor de idade] e violência de gênero. E o mesmo poderíamos dizer das relações entre as raças, a situação dos homossexuais, e outros assuntos.

“Caracteriza ao intelectual de esquerda uma autoatribuída lucidez que lhe permite descobrir a enfermidade sob a aparente saúde. A mentira que subjace à enganosa verdade”.

A operação favorita da esquerda é o desmascaramento, e seu sinal de pontuação preferido são as aspas irônicas com as que alguém mostra que engoliu a pílula vermelha e que não acredita na “liberdade”, “os direitos” ou “o bem-estar” que nos oferece “o sistema”. Por isso usa-se dizer que os pais da esquerda são pelo menos três “pensadores da suspeita”: Marx, Nietzsche e Freud. Cada um deles nos ensinou a desconfiar – de formas diversas – de nossa racionalidade, nossa percepção e nosso sentido moral.

Mas hoje desejo voltar a esse 1968 do que temos tratado já várias vezes (e não apenas porque se cumpra o cinquentenário, mas porque então abriu-se um ciclo histórico no qual seguimos submersos). Do Maio francés disse Jacques Baynac que foi “a primeira revolução da história produzida, não pela miséria, mas pela abundância”. Efetivamente, a geração que tinha 20 anos em 1968 era a primeira que havia sido criada na suficiência (não em vão John K. Galbraith falou em “affluent society”) – com televisão, carro e eletrodomésticos – e que havia acedido maciçamente à educação superior. Europa vivia “os Trinta Gloriosos”: três décadas com taxas de crescimento que giravam um 5% anual.

Entre os pensadores que inspiraram aos soixante-huitards destaca Herbert MarcuseO homem unidimensional fue publicado em 1964, o ano em que chegava

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à Universidade a primeira promoção de baby boomers, se desmantelava definitivamente em EUA a segregação racial e Ocidente podía festejar por fim a erradicação da miséria. Ah, porém toda essa bonanza, afirmava a “terceira M” dos anos 68 (Marx, Mao, Marcuse) não era mais que uma sutil corrente: “a produtividade [da affluent society] destroi o livre desenvolvimento das necessidades e faculdades humanas; sua paz se mantém mediante a constante ameaça de guerra; seu crescimento depende da repressão das verdadeiras possibilidades de pacificar a luta pela existência”. Pese ao espelhismo de liberdade, “a dominação da sociedade sobre o indivíduo é imensamente maior do que nunca”. O fato de que as pessoas não se sintam oprimidas é precisamente o sinal diferencial da ditadura perfeita: “Os indivíduos e as classes reproduzem a repressão sofrida melhor que em nenhuma época anterior, […] [pois a repressão tem lugar] sem um terror aberto: a democracia consolida a dominação mais firmemente que o absolutismo”. Falsa democracia, falsa liberdade, falso bem-estar. Não devemos acreditar o que nos mostram nossos próprios olhos: o filósofo freudomarxista sabe mais, e nos adestra na desconfiança universal.

Poderemos celebrar que a classe baixa goze agora comodidades e diversões antes reservadas aos mais abonados? Não, pois isso significa que todos ficamos por igual presos pela rede de “falsas necessidades”: “Se o trabalhador e seu chefe se divertem com o mesmo programa de TV e visitam os mesmos lugares de recreio; se a mecanógrafa se veste tão elegantemente como a filha do seu chefe; se o negro possui um Cadillac […], esta assimilação indica, não a desaparição das classes, mas a medida em que as necessidades e satisfações que servem para a preservação do sistema estabelecido são compartilhadas pela população subjacente”.

É Marcuse simplesmente um crítico do materialismo consumista, e está propondo um retorno à religião e ao espiritual? Certamente que não, já que reconhece que as igrejas estão repletas (falamos de 1964), porém isso é um sinal a mais da alienação geral: “O domínio de tal realidade unidimensional não significa que reine o materialismo e que desapareçam as ocupações espirituais e metafísicas. Pelo contrário, há muito de “oremos juntos esta semana”, “por que no provas a Deus?” […]. Porém estes modos de protesto e transcendência já não são contraditórios ao statu quo e tampouco negativos”.

“Como o Pablo Iglesias que ‘se emociona’ ao ver como é chutado um policial, Marcuse vibra com as guerrilhas terceiromundistas capazes de pôr em cheque o Ocidente”.

Portanto, não se reprocha – ou não só – ao statu quo que seja materialista, mas que seja… o statu quo. O páthos do freudmarxismo é a negação mefistofélica, a rebeldia pela rebeldia, a “grande rejeição”: “Ter medo de ser demasiado negativo, o desejo compreensível de ser um pouco mais otimista […] são boas intenções que alimentam ilusões, desviam e debilitam a oposição, ao tempo em que favorecem ao regime estabelecido”.

Marcuse, por outro lado, constata o “aburguesamento” da classe trabalhadora e sabe que terá que recrutar em outros setores aos indivíduos capazes de uma rejeição radical a todo o vigente. Como para Michel Foucault, sua esperança está nos marginalizados, os desequilibrados, os imigrantes, os homossexuais… (“o substrato dos procritos e estranhos, os explorados e os perseguidos de outras raças e outras cores”): afortunadamente,  todavia “existem forças e tendências que podem fazer explodir a sociedade”. Como o Sartre do prefácio a Les damnés de la terre – e como o Pablo Iglesias que “se emociona” ao ver como é chutado um policial – Marcuse vibra com as guerrilhas terceiromundistas capazes de pôr em cheque ao Ocidente: os argelinos do FNLA (que, após expulsar aos pieds noirs e massacrar aos harkis, conseguiram afundar o país na ditadura e na pobreza), os norvietnamitas do Vietcong (Marcuse morrerá em 1979, justo quando centenas de milhares de boat people intentam fugir do Vietnã finalmente entregue ao “grande rechaço”): “Estes ‘condenados da terra’ […] são povos inteiros e não têm de fato outra coisa que perder a não ser sua vida ao sublevar-se contra o sistema dominante”.

E quando tenhamos conseguido destruir esta sociedade tão repressiva, o quê colocaremos  em seu lugar? À hora de desenhar alternativas, Marcuse se mostra tão impreciso como os demais pensadores da Grande Negação (incluindo o Marx que disse que o comunismo consistiría em “caçar pela manhã, pescar ao meio-dia e exercer a crítica ao entardecer”). A destruição da sociedade produtivista-competitivo-agressiva permitirá a eclosão espontânea de um paraíso em que a automação nos livrará da necessidade de trabalhar e onde as “falsas necessidades” serão substituídas pelas “verdadeiras”. Num desses jogos de palavras aos que Marx também era tão aficionado, Marcuse nos explica que então já não teremos (falsa) “liberdade econômica”, mas (verdadeira) “liberdade da economia” (isto é, que estaremos liberados da obrigação de trabalhar e ganhar-nos a vida).

“A liberação social permitirá uma liberação sexual inédita, que incluirá a desaparição da odiosa família tradicional”.

Ademais, a liberação social permitirá uma liberação sexual inédita, que incluirá a desaparição da odiosa família tradicional. Freud havia chegado a reconhecer – em O mal-estar na cultura” – que a contenção do instinto sexual era necessária para o equilíbrio psíquico e para o progresso da civilização (pois o instinto sexual reprimido pode convertir-se – mediante o mecanismo psíquico da “sublimação” – em criatividade artística ou científica, e em denodo laboral). Marcuse, freudiano inconsequente, afirma que a repressão sexual não é consubstancial à espécie humana, mas só ao modelo econômico capitalista. Após a revolução gozaremos, não apenas da folga infinita, senão também do fornício indiscriminado. Ademais, retornaremos a uma sexualidade polimorfa e imaginativa – que incluirá tudo o que atualmente é rejeitado como “perversões” – pois a centralidade do coito é também uma imposição cultural do capitalismo, necessitando de uma alta natalidade que assegure a renovação da força laboral.

Este é o culto que inspirou – em maior medida que qualquer outro – a grande revolução contra-cultural dos 60-70, em cuja esteira ainda vivemos. Conseguiu inocular a toda uma geração de jovens o desprezo a sua própria sociedade e cultura. Os exortou ao amor livre e à desconstrução da família. Porém, o paraíso pós-produtivista não chego u. As “verdadeiras necessidades” do homem livre resultaram ser as de passar o dia abismado no celular e o computador. E hoje Ocidente, que rejeitou a “imposição cultural da natalidade”, aproxima-se à insustentabilidade por falta de relevo .

 

 

 

 

Hugo J. Byrne – Jair Bolsonaro ¿Un trump carioca?

Segue um artigo que penso deva ser lido e analisado profundamente por todos os que se preocupam com nossa pátria. É sobre o colega militar, candidato à presidência, Jair Bolsonaro. O analista autor do artigo é direto e franco em seus posicionamentos em favor de Bolsonaro. Aliás, não exagerou nem subestimou; foi estritamente fiel à realidade e à verdade!
Embora esteja em espanhol, é facilmente compreensível. Leiam e repassem sem piedade! Talvez eu o traduza nos próximos dias, mas não posso garantizar isto, devido ao acúmulo de trabalho.
Uma excelente semana para todos!!
SOMOS 17 E SEMPRE SEREMOS, SEM DISCUSSÃO!!!!
BOLSONARO PRESIDENTE, SEMPRE!!!!!

The Bosch's Blog

Jair Messias Bolsonaro

Por si las moscas no voy a encumbrar a Bolsonaro como al Mesías (aunque su segundo nombre se traduzca del portugués como tal). He sufrido muchas decepciones con otros políticos centro y suramericanos. El mejor ejemplo histórico es el pillo de Juan Manuel Santos, quien ganara la presidencia de Colombia apoyándose en su record como Ministro de Defensa del Presidente Uribe. Una vez instalado en la Casa de Gobierno, Santos traicionó el legado de Uribe aceptando una componenda con los asesinos violadores y piratas de la narco-guerrilla.

Ese “parto de los montes” lo realizó en contubernio asqueroso con la tiranía totalitaria de La Habana. Allí se retrató muy satisfecho abrazando nada menos que a Raúl Castro (“la China”), quien chorrea sangre de colombianos inocentes.

Lo único que puedo afirmar en el caso de Bolsonaro es que todo cuanto he leído sobre él es bueno. Además y…

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Asco 

Infelizmente, es un fenómeno que se extendió por todo el continente, nada silenciosamente, a las vistas de pretensos “líderes” demócratas y de los falsos “órganos de protección internacional” (ONU et caterva), que nada más son sino “chupasangres” de la humanidad!
Manténgase una sociedad en la más profunda ignorancia y se tendrá una régia colección de “esclavos útiles” a servicio de pseudo-humanos travestidos de “mandatarios gubernamentales”. Esto es lo que sucede en toda América Latina y Central.
Un verdadero desastre! Un crimen de lesa-humanidad! Un asqueroso genocídio oficializado y cancelado por aquellos que, paradójicamente, deberían ocupar o lugar de DEFENSORES de sus respectivas patrias!!!
Mi tesis de 1976 nunca foi tan actual! El ser humano es “un producto mal-terminado”, altamente defectuoso, inútil, asqueroso en su esencia!

The Bosch's Blog

Pareciera el final de lo que se siente contra un narcogobierno totalitario como el venezolano actual. Desde el asombro y el rechazo  instintivo hacia el castrochavismo, disfrazado con la etiqueta de régimen demócrata sin careta, con el sincero “por ahora” pronunciado en pleno Miraflores por el golpista Hugo Rafael Chávez, mediocre paracaidista, comandante de los insurgentes que se bautizaron con el intento de asesinar al presidente en ejercicio Carlos Andrés Pérez.

Por Alicia Freilich

El resto es consecuencia. De la reacción iracunda hasta la indignación ética hay un trecho largo y se puede autocontrolar por algún tiempo, con recursos  consoladores: “esto pasará”, pues podemos imitar lo que sucedió el 23 de enero de 1958, “no somos isla como Cuba”,  tenemos fronteras abiertas” y  peor, “los vamos a sacar con votos”, incluso luego de ganar electoralmente tantas veces y engañados con los resultados de su oficialista CNE. En fin, una crónica…

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