UMA REFLEXÃO… SEMPRE FAZ BEM…

  1. Eu nasci torto e no espaço/tempo errado. Deveria ter nascido no remoto passado, quando as desavenças não persistiam; eram eliminadas sumariamente. Perdia o mais fraco ou o mais idiotizado (aliás, como temos indivíduos hoje, desta última classe; são maioria, certamente!).
  2. Em 1976, escrevi minha tese “O homem: esse projeto mal-acabado”. Sim! Concluíra, depois de longas, multifacetadas e complexas analises, que o ser humano é a mais abjeta espécie, a “raspa do tacho”, a escória personalizada; em suma, a excrescência em essência. Apenas esta constatação já era mais que suficiente para derrubar toda a monstruosa e opulenta estrutura das religiões – a começar pela católica-apostólica-romana -. Muita petulância da minha parte, não é? Mas… seria mesmo???
  3. Ao quantificar e qualificar os principais eventos “conturbados” dessa longa trajetória humana, cheguei à segunda grande conclusão: eu estava absolutamente certo, ratificando meus corolários. O indivíduo humano só conhece o conflito; o resto, são “consequências” (quando, em realidade, dita equação deveria ser radicalmente o oposto: “as consequências são as repressoras naturais dos conflitos”!).
  4. O principal “diapasão” que sempre ordenou essa controvérsia, curiosamente ditava um único tom, monocórdio: “primeiro eu, depois eu e, se houver chance, o outro”. Curioso e bizarro paradoxo. Absolutamente nada do pregado pela crença cristã (predominante, mas nada diferente das demais “religiões” que pululam no planeta) podia ser, efetiva e concretamente, constatado na prática. Esta percepção permitiu-me progredir para outra, seguinte: a religião é, efetivamente, “o ópio do povo” (Kant, Herder, Feuerbach e outros autores). É o cancro que desestrutura a sociedade e vai consumindo-a.
  5. A religião, em suma, é a “escravidão divinizada” e regiamente recompensada pelo sacrifício social…

    …às custas do exaurimento dos parcos recursos de largas parcelas sociais (que preponderantemente compõem a base da pirâmide social), a fim de sustentar as fastuosas benesses de uma elite de indivíduos degenerados, sanguessugas sociais.

  1. Diante desse grotesco e bizarro cenário, surpreendeu-me, intempestivamente, outra crítica questão: “Qual, afinal, a verdadeira e legítima finalidade da vida humana?”

Sim, porque pelos prolíficos textos da Bíblia, nossa existência possui uma finalidade (!!!!). Pasmem! Diante da profusa e criativa NATUREZA, nós, pobres mortais, possuímos uma FINALIDADE!!! Qual é? “Crescei e multiplicai-vos”!?

Que beleza! Essa é nossa “ordem divina”!? Hoje, somos mais de SETE BILHÕES de habitantes que, diuturnamente, DESTROEM o planeta, insensivelmente! Desordenadamente! Criminosamente! Os conflitos bélicos praticamente cobrem o globo! Do polo Norte ao polo Sur! Era essa a premissa defendida por um pretenso “ser superior divino”?????

Façam-me o favor! O temor, o medo ao desconhecido, faz coisas! Principalmente em mentes que, corriqueiramente, vivem em constante “estado de pânico, de auspiciosa expectativa num mundo etéreo, divino, eterno”!

6. Então, surgiu-me a paradoxal questão: “e se não houver esse «outro mundo»? E se a vida – como a de todos os seres vivos ditos “irracionais” – começar e finalizar aqui mesmo, na Terra???

7. Perdoem-me os crentes, os religiosos em geral, mas eu penso assim desde que me  conheço como “ser racional” – segundo os padrões ‘humanos’ do que se entenderia por “racionalidade” –. Aliás, de bons tempos para cá, anseio a morte como o sedento anseia por água. Parece-me a ÚNICA saída deste verdadeiro “Vale de lágrimas”! O humano, em suma, é a mais asquerosa e peçonhenta espécie que habita este miserável e depauperado planeta. Isto é insofismável, irrecusável, inegável!

8. Concluindo:

(a) A sociedade humana é, em sua essência, a maior e mais grotesca falácia já existente sobre o planeta: vende uma imagem e pratica diametralmente o oposto; se autoconsidera “racional e inteligente”, mas em sentido prático é (e sempre foi) “irracional e burra, ignorante, criminosamente destrutiva”; é egocêntrica por natureza, individualista renitente, politeísta (embora defenda a existência de apenas “um deus”); é autofágica, pois dela partem todas as estratégias que a consomem, pouco a pouco, mas persistentemente.

(b) O ser humano, entendido como uma “criação quase perfeita” de um pretenso “ser divino”, consegue ser, ao mesmo tempo: réu, defensor, juiz, jurado e verdugo de si mesmo, compondo a equação mais esdrúxula já criada pela demente mente humana.

(c) A vida humana é o trajeto mais longo, penoso, bizarro, paradoxal, inócuo, destrutivo, poluente do seu próprio hábitat, nonsense, esdrúxulo, irracional e despropositado já visto na longa, penosa e sangrenta trajetória do “Homo Sapiens Sapiens” e de todas as demais espécies que com ele coabitam o planeta!

“Negar estas insofismáveis verdades é negar-se a própria existência humana!”

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