A propósito do “Affair Lula da Silva”: Brasil, a bola da vez?

LULALA
O último dia 10 de maio do corrente ano, nosso país literalmente parou. Todos os focos foram concentrados na tão esperada audiência de inquirição, na qualidade de réu, do ex-presidente Lula da Silva, em sede da Justiça Federal em Curitiba, sob a regência do juiz federal, Sergio Moro. Várias caravanas de ônibus dirigiram-se até a capital paranaense, levando grupos de apoio ao ex-presidente. No primeiro dia da inquirição foram cinco horas corridas de oitiva do réu em várias questões. Pode-se afirmar que foi uma audiência “sui generis”, com momentos tragicômicos (más trágicos que cômicos), intervenções inoportunas dos advogados do réu, dentre outras cenas “circenses”.

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          Este operário da indústria metalúrgica, de origem nordestina e pertencente a uma família de parcas posses [veja o resumo da vida dele], desde cedo soube aproveitar sua natural verborragia aliciadora. Envolveu-se ainda jovem com o sindicalismo (em 1969, com 24 anos, junto ao Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo/SP) e, pouco tempo depois, tornou-se presidente do mesmo (em 1975). Em 1980, com alguns intelectuais”, fundou o Partido dos Trabalhadores (PT), ao qual (ou melhor, do qual) serve-se até os presentes dias. Parece-me bem apropriado, neste ponto da sua trajetória de vida, lembrar o velho adágio popular, a ele ajustado como uma luva: “Em terra de cego, quem tem um olho é rei”.

        Trato fácil, conversação chula, palavreado despido de respeito pela gramática, dicção sofrível, o popular Lula, sem qualquer estudo que lhe servisse de background acadêmico para crescer e prosperar, foi conquistando um cada vez mais amplo círculo de apoiadores que logo lhe propiciariam lançar-se à política com ideias miraculosas, visionárias e megalômanas num voo que o levaria à Câmara Federal (pelo PT) e, então, à disputa pela presidência da República, cargo que conquistou (?) em duas oportunidades consecutivas (2003-2006 e 2007-2010).

Lula paz & amor?

          Gerir os destinos de uma nação continental, como o Brasil, com 200 milhões de habitantes, é um verdadeiro desafio aos mais ousados, experientes e preparados gestores em sentido lato. Com a ascensão de Lula ao seu primeiro mandato (2003-2006) – sob o símbolo das truculentas esquerdas -, se iniciaria uma sucessão de episódios desastrosos que iriam condenar o país ao limbo do próprio inferno em que hoje ele se encontra. Os sinais eram tão claros que até os mais despreparados – em termos políticos – já previam nuvens tormentosas pela frente. Os detalhes dessa verdadeira hecatombe nacional estão profusamente registrados em incontáveis fontes de irrefutável fidedignidade, motivo que me permite não ingressar a qualquer esmiuçamento a respeito.

           A gestão de Dilma Rousseff (2011-2016, mas que iria até 2018, caso não tivesse sido alvo de um processo de impedimento que transferiu a gestão da nação ao vice-presidente, Michel Temer) acabou por fechar com chave de latão enferrujado o desastre governamental que vinha desde 2006 – não obstante os valores bilionários gastos em auto-promoção e ostensivamente mentirosos, enganosos -. A este respeito, afirma Monica Baumgarten de Bolle (2016:seção15):

“Como dilapidar uma fortuna? Assim se iniciava o editorial do Semanário britânico The Economist de 8 de junho de 2013. Narrava a triste história de certo país latino-americano que, vinte anos antes, fizera uma dolorosa arrumação da casa. Um profundo ajuste macroeconômico possibilitara que, alguns anos mais tarde, esta nação usufruise a extraordinária bonança externa, finda em 2011.

[…]

Não se sabia, àquela altura, se a herança que o Brasil recebera de Fernando Henrique Cardoso, e que fora cultivada pelo ex-presidente Lula no seu primeiro mandato [grifamos, porque o segundo foi um desastre] daria para viver ‘até o fim do mundo'”. Mas, decerto, se tivesse sido preservada com mais diligência pelo Lula do segundo mandato e, mormente, pela sua sucessora [Dilma Rousseff], o país não estaria em 2013 atolado no lamaçal […]” [grifos nossos].

          “Nunca antes neste país….” é a frase preferido do furibundo Lula da Silva, quando deseja se auto-elogiar (prática assaz comum) e elevar seus feitos às alturas, embora na prática correspondam usualmente a rotundos fracassos. A egolatria deste indivíduo é tanta que chega a transbordar por seus poros, algo deveras comum em pessoas que, falsamente, ostentam imagens superlativas dos seus pretensos desempenhos. Mas – convenhamos – não se pode desprezar outra variável social que o identifica: sua aderência “simbiótica” com os estratos sociais menos (ou des) privilegiados, aos quais se dirige em seu próprio e singular modo de dialogar “popularesco”, não raro “baixo”, chulo, deseducado, grosseiroAlgo como “a linguagem de botequim”, que o povo (óbvio) compreende melhor.

           Esse “Lula paz & amor” é a imagem sedimentada que voga nas largas massas sociais ignaras e alienadas do nosso país, nivelando-a “por baixo”, expressão usual ao nosso linguajar popular. Fenômeno similar ocorre (e já ocorreu ao longo da nossa história mundial) com outros falsos “líderes de massas”, a exemplo de Lech Walesa (Polônia); Evo Morales (Bolívia); José “Pepe” Mujica (Uruguai); Cristina Fernández (Argentina); Michelle Bachelet (Chile); Enrique Peña Nieto (México); Nicolás Maduro e seu antecessor, Hugo Chávez (Venezuela); Dilma Rousseff (Brasil); Daniel Ortega (Nicarágua); dentre outros espalhados pelo mundo. Todos eles, invariavelmente, escudam-se sob o frágil e mentiroso discurso comunista inaugurado pelo truculento e sanguinário Lênin e sua Revolução Russa (1917), que trucidou impiedosamente milhões de cidadãos sob o emblema sanguinário da foice e do martelo, que persiste como tal até os dias presentes.

*

         COMUNISMO BRASIL AMERICA LATINA Que têm em comum todos esses “líderes” (sic) esquerdistas? Em primeiro e destacado lugar, sua ânsia desvairada de poder e, na esteira deste, os ganhos monetários infindáveis que os levam, em pouco tempo, a acumular fortunas incalculáveis. Basta que o leitor atento faça uma singela pesquisa sobre cada um deles, do antes e do depois de terem assumido seus respectivos cargos ditatoriais (mesmo que alguns o tenham feito através do sistema – aparentemente – democrático das urnas). Sim, afirmamos em destaque o adjetivo, pois todos os sistemas de sufrágio existentes em nosso continente (e fora dele, nos países de corte comunista) são viciados, manipuláveis. Isto não é mera constatação minha, mas de conhecimento público e notório.

          Mas – questionaria um leitor mais atento -, por que isto ocorre? Não existem leis nesses países supracitados e em outros de similar linha ideológica? Sim, óbvio que existem! Contudo, em nações sob o jugo de corte comunista, as leis são “adequadas” aos desejos dos seus tiranetes, pois toda a estrutura de poderes submete-se, incondicionalmente, ao “controlador e possuidor” do poder central, sob pena de, em assim não procedendo, acabar ou morto ou encarcerado para sempre. Exemplos ilustrativos sobram mundo afora, mas são vistos com maior clareza em nosso continente e imediações: Brasil (desde 2003), Cuba (há 60 anos!), Argentina, Chile, Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Equador, Nicarágua, El Salvador, como os mais ostensivos.

          Por que a importância deste teor agora? Porque, senhores e senhoras leitoras, este ano é comemorativo dos 100 anos da revolução russa (marxista-leninista). Um marco histórico de nada menos que um século de submissão a essa torpe, criminosa, mentirosa e leviana “ideologia” [sic] que infesta o planeta e denota às claras que não pretende arrefecer, deixando uma trilha de centenas de milhões de mortos, trucidados por essa asquerosa “coisa” cognominada de “comunismo”! (PHILIPP & NANIA, 2017). Perdoem-me a insistência, mas ainda não consigo compreender como o mundo moderno e este que ora trilhamos, post-moderno, insiste em sua criminosa permissividade em relação a esta asquerosa pandemia pseudo-ideológica! Algo deveras paradoxal e literalmente monstruoso, sem precedentes!

         Façamos um simples comparativo que permitirá avaliar a representatividade do número de mortes provocadas pelo comunismo e o de outros grandes episódios mundiais da história (optamos pelas pestes arrasadoras), o que nos dará uma ideia visual do desastre destrutivo dessa asquerosa ideologia mortal.

PRAGAS X COMUNISMO MORTES 2017Fonte: Culture of Health: The Five Deadliest Outbreaks and Pandemics in History. (2013).

         Simples de observar: o comunismo, até o presente, matou a metade das vítimas  da Peste Negra; igual número que a Gripe Espanhola; igual número que o HIV/AIDS até 2013; igual número que a Praga de JustinianoMesmo que tais indicadores sejam aproximados, já são suficientemente demonstrativos para que se possa inferir, com bastante certeza, que o comunismo é uma pandemia altamente destrutiva e com claras tendências a crescer, caso não seja detido imediatamente e extirpado do planeta até sua mais ínfima semente.

A ideologia comunista e suas nascentes utópicas

   Não é nossa intenção transformar estas rápidas e concisas linhas num Tratado complexo e minucioso. Afinal, este não seria o espaço nem a forma adequada de fazê-lo. Nosso objetivo é meramente esclarecer as variáveis que influenciam os rumos da política nacional e internacional nestes tumultuados tempos de “guinada à esquerda” como fenômeno crescente em diversos cantos do planeta. Algo que decidimos cognominar de “pandemia suicida”, segundo nos parece ser a mais apropriada denominação para este crítico momento da sociedade mundial.

  Que diferença básica existe entre os conceitos sócio-ideológicos socialismo comunismo? Simples: enquanto o socialismo busca controlar (mediar, equilibrar, pacificar) a natural luta entre as classes sociais, o comunismo procura extingui-las criando apenas uma única classe. Ambos esses conceitos surgem da teoria marxista (Karl Marx, 1818-1883) e sua compreensão a respeito do embate travado entre a classe capitalista – que concentraria os recursos financeiros e de reprodução – e a classe do proletariado, isto é, o universo geral dos trabalhadores que lutam por sua sobrevivência, reféns escravizados que seriam dos primeiros. Há variações interpretativas desses conceitos que remontam à época de Platão (século IV a.C.) e sua festejada obra “A República”, na qual este estudioso grego desenha seus modelos de utopias entre as quais se encontra a gênese do comunismo (DURKHEIM, 1987).

           O tema, em suma, suscita confusões, impõe exaustiva pesquisa que, como vimos, remonta aos escritos de Platão, dando a entender que os próprios conceitos envolvidos no assunto se confundem. É o que esclarece Lichtenberger (“Le Socialisme au XVIIIe siècle”. Paris, 1895″ apud DURKHEIM, 1987, op.cit., p. 42), para quem “Chamam-se socialistas os autores que, em nome do poder do Estado e num sentido igualitário e comunista, têm se proposto modificar a organização tradicional da propriedade”. Em realidade – destaca agora Woolesley em sua obra “Comunism and socialism”, citado ainda na obra supra – o socialismo é o gênero, e o comunismo a espécie, o que possibilitaria utilizar indistintamente ambas as expressões. Assim, o marxismo, para estes estudiosos, seria apenas uma singela extensão do antigo comunismo. Em suma e segundo Robert Owen, “a associação de todas as classes de todas as nações” (ibidem). Sem dúvida, uma grosseira utopia.

           Lênin (Apud CUBÍAS, 2016:Secão VI) escrevia que “o socialismo é uma sociedade que se desenvolve diretamente a partir do capitalismo, é uma primeira fase da nova sociedade. O comunismo, pelo contrário, é uma etapa mais elevada da sociedade, e só pode se desenvolver quando o socialismo tenha se firmado plenamente”. Ou seja, de utopia em utopia, estos “pensadores” vão alicerçando toda uma estrutura ideológico-alienante que acaba convencendo, pelo discurso fácil e aliciador, as largas massas ignaras de uma nação, enquanto – paradoxalmente – os líderes que compõem o high staff da governança vão acumulando enormes fortunas pessoais e um poder praticamente ilimitado que passa de geração para geração até conformarem verdadeiros feudos vermelhos impenetráveis.

          Em realidade – e como já o defendi em minha tese de 1976 (“O homem: esse projeto mal-acabado”) -, o ser humano é seu próprio e principal algoz, seja por excesso de permissividade (no caso das sociedades) ou por excesso de egolatria (no caso dos tiranetes que se arvoram em mandatários perenes de chicote em punho, enquanto chafurdam nas benesses do poder e da riqueza expropriada das ignaras e alienadas sociedades).

         Há solução para este incômodo e insano impasse existencial? Não, não há. Enquanto persistirem indicadores elevadíssimos de ignorância e alienação popular, ditos tiranetes seguirão sendo os únicos beneficiados da permissividade social. Não é à toa que a educação (familiar e formal) segue em desabalada e ostensiva queda livre, ratificando o velho adágio popular que dita: “Um povo ignorante, é um povo fácil de enganar e manipular”. O curioso está no autor desta emblemática frase: Ernesto “Ché” Guevara. Um verdadeiro contrassenso, quando comparamos a existência e os atos gravosos de Guevara – um guerrilheiro sangrento, criminoso, impiedoso, desumano – durante a revolução cubana, e sua enganosa e mentirosa frase que, definitivamente, não lhe cai nada bem! Certo?

SIMON BOLIVAR      Simon Bolívar (1783-1830), venezolano, herói da emancipação americana – então sob o jugo espanhol – e ator nas lutas pela independência de Bolívia, Colômbia, Equador, Panamá e Venezuela, cunhou também esta emblemática frase sobre a ignorância popular como principal fator da fragilidade dos povos ante o avanço hipócrita e criminoso das forças do mal (comunismo à frente destas).

A título de epílogo:

Comunismo, socialismo, democracia, anarquia… O que é melhor?

          A questão que encerra este sub-titulo (como fechamento deste humilde artigo), só possui uma única resposta: nenhum é melhor ou pior; todos são mera nomenclatura diferenciada, mas que trazem em seu cerne a hipocrisia humana; a gana exasperada de auferir vantagens indevidas e/ou imerecidas; a falência do homem como espécie; o sacrifício hediondo das sociedades, historicamente falando, por mãos e mentes enfermas de homunculos desvairados, verdadeiras “coisas” disformes sem alma, sem coração, sem passado nem futuro

       O humano, em suma, vive de convenções “arregladas” segundo impõem as tendências de maior força – o que de maneira nenhuma pressupõe justiça e equilíbrio social -. Características, estas últimas, que nunca existiram na longa história humana, remanescendo, apenas, como meros e frios adjetivos vazios, decorativos, inócuos. Eis a crua e nua realidade do ser humano. Realidade que nunca se alterará, pois que é parte inerente à desestruturada e hedionda mente humana!

            Acreditar em qualquer verdade diferente a esta, é firmar atestado de completa ingenuidade e de total alienação!

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