Quem avisa, amigo é…

Uma análise despretensiosa (e redundante) dos rumos do Brasil… E, por que não?, do planeta…

Quando entregamos a nação à governança civil, em 1985, meu primeiro pensamento (agoniante) foi: “Que vem agora?”, enquanto um incômodo arrepio me percorria a espinha dorsal, como a me alertar de algo que estaria por vir. Premonição? Enquanto isso, a política nacional – natural e explosivamente festeira ao igual que nosso povo – explodia pelas ruas das grandes, médias e pequenas cidades do nosso continental país, “festejando” a “redemocratização”. Que curioso e bizarro paradoxo!

A sensação era mui similar daquela que um réu preso expressa quando dá seu primeiro passo “além-portão” de uma penitenciária, enquanto mentalmente e ao som de foguetórios silenciosos, grita: “liberdade!” e rapidamente se afasta daquele antro que o “torturou” durante determinado período de tempo, correspondente à sua pena. Mal sabe ele que é aí que reinicia seu calvário. Reiniciam os atrativos disponibilizados pela famigerada liberdade (liberalidade?) e, logo, não muito tempo depois, já vão se esmaecendo as agruras experimentadas durante sua merecida reprimenda intramuros. “A liberdade é bela!” – pensa, enquanto, inconscientemente, já vai delineando seus próximos passos rumo a “novos crimes, mais seguros e melhor planejados”.

É o que uso denominar de “purgatório dos alienados”, cujas mentes parecem funcionar com meia dúzia de neurônios que, periodicamente, entram em curto-circuito e o levam a reincidir em seus já desgastados erros comportamentais, conformando um legítimo “perpetuum mobile”; um círculo vicioso, em suma.

Infelizmente, nossa sociedade possui memória curtíssima. Desde seu núcleo básico (a família) ao expandido (o social), os “atrativos” são tantos e tão variados que acabam sobrecarregando a capacidade de discernimento humano, induzindo-o a erro. Natural. E lá se inicia uma nova etapa do famigerado “círculo”.

Governos entram, governos saem, mas os erros continuam os mesmos. Ou, melhor dizendo, os erros continuam “aperfeiçoando-se” na insana mente humana, sedenta por novidades, por desafios reelaborados, por necessidades novas (algumas criadas, outras aparentemente legítimas), tudo acompanhado da enferma ânsia de poder ilimitado que acompanha o homem desde seus mais longínquos antepassados.

Quinhentos anos de existência (meio milênio!) não foram suficientes para convencer nosso povo da necessidade de alguns determinantes básicos e obrigatórios, fundamentais para uma existência minimamente digna, socialmente falando. Dentre estes, forçoso destacar:

  • Verdadeira isonomia social: de nada adiante o portentoso e douto texto constitucional que apregoa e determina este fundamento, se ele nunca é estritamente levado à prática constituindo-se em verdadeira e falaciosa letra morta. É mais palatável não prometer do que prometer e não cumprir.  Nossa Constituição Federal é prolixa, extensa e prometedora, mas só; vai até aí sua eficácia e efetividade.
  • Quem governa (em todas as instâncias) é o povo, não o indivíduo político: premissa ostensivamente falaciosa, execrável, repugnante, criminosa, posto que na prática inexiste em amplo termo, tornando-se por igual outra letra morta. Uma incômoda e grotesca falácia que se estende por cinco séculos, mas que nunca, efetiva e eficazmente, foi contestada. É a clássica “acomodação social”: “se tenho o mínimo indispensável para viver, está tudo bem; um dia há de melhorar!”
  • O voto popular é o único meio de eleição aceito pela democracia: outra excrescência normativo-constitucional. O voto é o meio mais antigo e mais comum de uma sociedade se prostituir em massa. É mera troca de interesses e/ou de favores que, ostensivamente, induz a erro. É um acordo espúrio de intenções firmado entre um explorador social (o político) e um cidadão despreparado (social e educativamente falando) ansioso por benesses falaciosamente prometidas, mas nunca cumpridas.
  • Democracia é a melhor fórmula de governo: novamente, asquerosa mentira! Democracia é a mais engenhosa e capciosa formula de governo, que permite, ao longo do tempo, manter uma falaciosa proposta cuja finalidade é apenas beneficiar um lado dessa infame equação, mantendo o ignaro e alienado indivíduo (dito “cidadão”) em erro, sem praticamente nada lhe ofertar como obrigatória contrapartida. Promessa falsa e criminosa, quiçá mais torpe ainda do que uma ditadura, posto que nesta é declarado e institucionalizado o abuso de poder!
  • Sem lei não há ordem, não há sociedade: E com lei, por algum remoto acaso, há?! Quem, em sã consciência, se atreveria a ratificar, comprovadamente, esta assertiva falaciosa? “Sem ordem não há lei… Sem lei não há justiça”, afirma Urbach (2012:06), contraditando minha assertiva, mas induzindo-me a então questionar-lhe: “Então, estaríamos ante uma grosseira falácia humana, preclaro escritor, Gregory Urbach? Temos ordem em nossa sociedade mundial? Não. Portanto, segundo sua premissa, não temos lei, nem tampouco justiça! Me inclino a concordar com a premissa deste conceituado literato, desde que analisada segundo meus moldes de compreensão.

Lei, Sociedade, Ordem e Progresso?

Atenhamo-nos, agora, à nossa real e cruel realidade brasileira – que, ressalvadas certas peculiaridades atinentes a cada nação, é também a realidade do nosso continente e, por que não?, de praticamente todo o planeta – e façamos uma despretensiosa análise final, a título de complementação deste breve ensaio.

Já está mais que comprovado que, tanto nossas instituições governamentais como as normas funcionais destas, estão seriamente viciadas, infestadas, contaminadas pelo vírus da incompetência, gana e esperteza, identificando um individualismo às raias do criminoso, com gravíssimas sequelas para a sociedade sul e centro-americana. Países nesta condição, hoje, são facilmente identificáveis: Brasil, Argentina, Peru, Bolívia, Colômbia, Venezuela (a que está no estado mais crítico e avançado), Equador, Nicarágua, dentre outros. Por que?

A onda destrutiva que – nada silenciosamente, frise-se – instalou-se no continente, foi afetando as nações mais fragilizadas (institucionalmente falando), terra fértil para a inseminação e desenvolvimento do vírus comunista que começaria, lenta mas persistentemente, a atacar as largas massas ignaras e alienadas, bem como a motivar aqueles indivíduos perniciosos que buscam o poder pelo poder, movidos por criminosa gana de auto-locupletação, fragilizando a estabilidade de toda e qualquer nação. Veja-se o emblemático exemplo de Cuba: seis décadas sob o asqueroso tacão comunista dos Castro! A tal ponto que sua paupérrima sociedade vive (???) como se estivesse num campo de concentração nazista da Segunda Grande Guerra.

 Em nosso continente, a realidade vigente destaca duas nações que apresentam os piores índices de contaminação, estando em estágios mais avançados de degeneração e de desestruturação social: Colômbia e Venezuela, cujas críticas situações são de amplo conhecimento, dispensando maior detalhamento. Ambas partilham de estreita relação com o governo cubano, da ilha da fantasia infernal caribenha, hoje (e de há mais de meio século) o verdadeiro inferno vermelho. Daí ergue-se a óbvia e incômoda questão: o que induz uma nação a seguir essa grotesca ideologia? Sim, porque na prática diuturna ela torna-se o pior pesadelo para aqueles que vivem sob seu jugo! É apenas observar, superficialmente, o modus vivendi da Coreia do Norte, apenas para citar um ostensivo exemplo da degeneração humana.

COREIA DO NORTE

A cena desta imagem reflete a doentia adoração forçada dos norte-coreanos, tornados verdadeiros zumbis que até para respirar precisam da aquiescência do seu líder máximo, um verdadeiro e bizarro paradoxo em pleno século XXI. Coreia do Norte, em realidade, é um grande campo de concentração com as mínimas e básicas regalias para sobrevivência dessa castigada sociedade. E Cuba e Venezuela se enquadram por igual nessa “qualificação dantesca”.

Daí fácil inferir o óbvio:

Essa vasta multidão que idolatra e festeja o plano petista-comunista seria tão ignara, tão alienada, tão desinformada, tão burra a ponto de não temer que tais quadros dantescos potencialmente possam aqui se reprisar, caso se permita aos adoradores do “deus-Lula” concretizar seu infernal plano? Quantos neurônios possuem esses indivíduos que não conseguem sequer discernir sobre o caminho que estão tomando? Como se os poderia qualificar de maneira justa? Zumbis? 

 Há vários indicadores que apontam, todavia, para essa potencial e nefasta possibilidade de o chefete” da gangue, a contrario sensu, vir a efetivamente se candidatar em 2018, o que, convenhamos, seria o suprassumo da bizarrice; a chancela definitiva da ignorância e alienação popular. Mas, como nada em nosso castigado país do “petralhismo” é confiável, não é de bom-tom arriscar cenários que possam ser desenhados em base à lógica, visto esta não fazer parte do vocabulário (e das ações) da gangue comunista.

“The idea that men are criated free and equal is both true and misleading: men are criated different; they lose their social freedom and they individual autonomy in seeking to become like each other (Riesmang, 1909).

Absolutamente verdadeira a frase do escritor e sociólogo David Riesmang. O ser humano nasce livre por igual, mas em sua insana ânsia por se assemelhar a outros (graças à sua burrice, inveja, gana de fama e/ou de ganhos fáceis etc.), prefere perder sua liberdade e sua autonomia, e juntar-se à “manada” dos suicidas zumbis! Eis a explicação, aqui, para todo o exposto. O cerne da questão, portanto, radica no ser humano, esse projeto mal-acabado (Koffler, 1967).

À guisa de epílogo…

Meus caros, minhas caras:

Desistam de sonhar em encontrar uma saída para esse incômodo impasse cognominado “ser humano”, simplesmente porque não há saída para ele; esse sempre foi, é e será seu destino: a destruição em tudo o que ele toca, direta ou indiretamente, até alcançar seu maior e mais ousado desiderato, i.e., sua autodestruição. Nesse tão ansiado momento, por fim, a natureza e todos seus seres viventes descansarão…

“O princípio da escolha de uma associação de homens é interpretado como uma extensão do princípio da escolha de um homem. A justiça social é o princípio da prudência racional aplicado ao conceito agregado do bem-estar do grupo”.

(John Rawls (1971) – Filósofo norte-americano – In: “A Theory of Justice”).

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