Che Guevara, o verdugo por trás do mito

 “Nós temos que dizer aqui o que é uma verdade conhecida, que a temos expressado sempre perante o mundo: fuzilamos, sim, temos fuzilado, fuzilamos e seguiremos fuzilando enquanto seja necessário” –

Che Guevara.

 

(Texto de autoria de Pedro Corzo, originalmente publicado em espanhol no site “Periodismo sin fronteras”http://www.periodismosinfronteras.org/che-guevara-el-verdugo-tras-el-mito.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+Periodismosinfronterascom+%28PeriodismosinFronteras.com%29)

Octubre 9 de 2015) – Bogotá – Colombia

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Versão em português por J.Koffler

 Ernesto Guevara possivelmente seja a última figura pública defensora até a morte da violência extrema que se tem convertido em mito, o que induz a ser céptico com muitos contos da história, porque “El Che”, como o apelidavam seus partidários, se destacou por intentos bélicos nos quais apenas colheu fracassos.

A rentabilidade política ou monetária da imagem de Guevara, é o resultado de uma rede política de interesses em ocasiões contrapostas que só coincidem em compartilhar uma proposta antidemocrática, e também de setores que só possuem o objetivo de promover o consumo, ainda que seja da corda com a qual irão ser enforcados, parafraseando a outro verdugo da história, Vladimir Ilich Lênin.

O mito de Guevara talvez tivesse se extinguido se não fosse pela conjunção de interesses e, porque a casa matriz dessa marca, o regime dos irmãos Castro, necessita seguir explorando uma imagem superdimensionada que a memória coletiva erroneamente associa com a justiça social e a vontade do indivíduo que põe suas conveniências e convicções, por cima dos interesses e da vontade dos poderosos.

Ernesto Guevara não passou de um aventureiro com sorte, porque sua primeira incursão de rebeldia armada resultou triunfante num contexto no qual o mito e as meias verdades, sob a hábil condução de um manipulador sem escrúpulos, foram convertidos em epopeia.

Che Guevara en la Argelia de Ben Bella

Che Guevara na Argélia de Ben Bella

Graças a uma falsa história, aqueles que requerem de ídolos para sustentar uma ideologia, proposta ou fantasia, contam com um ícone multipropósito, porque a imagem do “Che”, serve por igual para a faixa que exorta à violência extrema, para a pasta de um escolar inocente e de pai ignorante, como para a camiseta de um jovem inconformado que confunde a imagem com um par seu dos anos 60, os mesmos inconformados que Guevara perseguiu com sanha porque pensavam e atuavam de maneira contrária ao homem novo que ele procurou incubar em Cuba.

Guevara nunca foi uma vítima, sempre foi um algoz além de todas as especulações que se possam fazer em torno ao final da sua existência.

O indivíduo que alguns acolhem como exemplo da defesa das convicções até as últimas consequências foi quem escreveu à sua mãe: “Não sou Cristo nem filantropo, sou tudo o contrário de um Cristo. Luto pelas causas nas que acredito com todas as armas de que disponho e trato de deixar morto o outro para que não me preguem em nenhuma cruz ou em nenhuma outra coisa”.

Orlando Borrego junto al Che Guevara
Orlando Borrego junto ao Che Guevara
Foi o mesmo que dirigiu uma missiva à sua esposa Hilda Gadea, desde a Serra Maestra em 28 de janeiro de 1957: “Querida velha: Aqui na selva cubana, vivo e sedento de sangue, escrevo estas ardentes linhas inspiradas em Martí (refere-se ao político, pensador, filósofo, poeta e maçom cubano, José Martí, criador do Partido Revolucionário Cubano e organizador da Guerra de 1895 ou Guerra Necessária). Como soldado de verdade, ao menos estou sujo e maltrapilho, escrevo esta carta sobre um prato de lata, com uma arma ao meu lado e algo novo, um cigarro na boca”.

Negar que Guevara era um sujeito audacioso, disciplinado, inteligente e culto é um absurdo, porém também o é refutar seu sectarismo, intolerância, crueldade e sua convicção de que era possuidor das fórmulas que resolveriam os problemas sociais.

Guevara era um sádico na absoluta dimensão que implica essa palavra, condição que mostrou com particularidade ao êxito da revolução quando disse à mãe de um policial executado que seu filho merecia ser fuzilado pelo simples fato de usar uniforme.

Este indivíduo foi quem em julho de 1960, durante um congresso de juventudes latino-americanas que se celebrou em Cuba, manifestou: “A moderação é outra das palavras que gostam de usar os agentes da colônia, são moderados todos os que têm medo ou todos os que pensam em trair de alguma forma. O povo não é de nenhuma maneira moderado”.

Durante toda sua vida Guevara demonstrou ser um fervoroso defensor da violência pela qual não colheu trunfos quando a executou por sua conta, porque seu extremismo e rigidez de pensamento lhe impediam aprender com os erros e retificar nos empenhos. Faltava-lhe o sentido da oportunidade e quiçá a falta de cautela que caracterizou seu mentor, Fidel Castro.

O verdugo Guevara foi quem disse numa Assembleia Geral das Nações Unidas, “Nós temos que dizer aqui o que é uma verdade conhecida, que a temos expressado sempre ante o mundo: fuzilamentos, sim, temos fuzilado, fuzilamos e seguiremos fuzilando enquanto seja necessário. Nossa luta é uma luta a morte. Nós sabemos qual seria o resultado de uma batalha perdida e também têm que saber os vermes qual é o resultado da batalha perdida hoje em Cuba”.

Este é o sacrificado por Fidel Castro?

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