Carta ao Jornalista Jorge Serrão – Site Alerta Total

Preclaro Jornalista Jorge Serrão:

Permita-me tecer alguns comentários ao seu artigo referido em epígrafe, a fim de proceder aos necessários reparos e complementos que esta temática exige.

  • Em meados da década de 1960, passei a compor uma força-tarefa cuja missão era descobrir e manter sob severa vigilância os hediondos “bueiros” onde as ratazanas comunistas se escondiam para tramar suas insanas e covardes ações contra a pátria. Faziam parte dessa quadrilha de celerados muitos dos indivíduos que desde 2003 e paradoxalmente, ocupam pomposos cargos públicos – a partir da presidência da República, de ministérios, etc. –, galgados que foram a eles por uma sociedade idiotizada, ignara e alienada, irresponsável, prostituída (por migalhas) e descomprometida com os sagrados deveres para com sua pátria. O resultado desse embate derivou na forçosa instalação de um Estado de Exceção sob regime misto (militar-civil). Durante o período em que se estendeu essa excepcionalidade, o país experimentou crescimento, ordem e progresso, diuturnamente interrompido pelas ações covardes e sorrateiras dessa canalha comunistoide, que – repito – hoje desgoverna (sic) a nação.
  • Reestabelecida a democracia fundada na Magna Carta de 1988, o resultado não poderia ter sido outro: reiniciou-se (agora mais incisivo, posto que legalizado) o plano frustrado da intentona comunista, com a criação do abjeto Foro de São Paulo, pelas mentes enfermas e apátridas de um grupelho de odiosos homúnculos, com massivo suporte da alienada classe estudantil (leia-se UNE), associada àquela sociedade remanescente de ignaros e prostituídos indivíduos que desprezam a própria pátria que lhes serve de berço. Outro inusitado paradoxo.
  • Esse novo movimento criminoso ascendeu ao poder em 2003, galgando ao posto máximo da nação o intragável Lula da Silva e toda sua corriola de apaniguados, sanguessugas da pátria. Deu no que deu. A nação entrou novamente em colapso (similarmente ao ocorrido no pré-64), só que desta feita mais contundente e, o que é extremamente mais grave, legalizado. Novamente, a democracia estaria dando azo ao apoio maciço à criminalidade institucionalizada. Algo deveras inextricável.
  • Pois bem. Seu merecidamente festejado informativo eletrônico – “Alerta Total” – vem sedimentando solidamente suas bases como raro e inesgotável combatente a esse grosseiro status quo reinante, para tanto servindo-se de ricas contribuições acadêmicas, ofertadas por uma plêiade de articulistas de renome dos mais variados níveis intelectuais e da mais extensa diversidade qualificadora profissional, firmando-se merecidamente como fonte inconteste e fidedigna dos fatos ocorrentes da nação. Isto é insofismável.
  • Sucede que – concessa venia – os contributos (próprios e de terceiros) que enriquecem seu informativo têm “chovido no molhado” ou, em termos mais claros e diretos, têm sido cansativos, posto que repetitivos, arrastando-se por todo este longo período altamente desgastante que a sociedade brasileira vem sofridamente atravessando. Noutros termos mais singelos, parecem-me inócuos, visto não promoverem qualquer alteração do bizarro status quo vigente. Digo-lhe mais: por uma análise ampla e superficial das incontáveis fontes (virtuais e da imprensa, em sentido lato) de informação, todas, literalmente, convergem ao cometimento de similar “pecado”.
  • Em termos bem populares, fala-se muito, mas nada se faz de concreto. E enquanto isto ocorre (há doze anos, para ficarmos no horizonte temporal mais próximo), a nação continua sendo vilipendiada, assaltada em suas riquezas, destruída progressivamente e em amplo termo, sob o olhar impassível dos cidadãos e de incômoda surpresa da comunidade internacional.
  • O artigo em epígrafe é mais um que se enquadra nesta classificação. Por que? O que há de tão temível que inibe a imprensa (lato sensu) e a própria sociedade e suas instituições legalmente constituídas? Permaneceremos, ad infinitum, discursando, gritando, esperneando, praguejando, enquanto sentamo-nos confortavelmente em nossas poltronas frente à televisão, para assistir de camarote à destruição do nosso amado país?
  • Perdoe-me, Jornalista Serrão, mas de discursos o inferno está cheio. Em 64, passamos do discurso à prática; pegamos em armas e escorraçamos essa corja de criminosos “lesa-pátria” que, insolitamente, hoje desgovernam a nação; saneamos a pátria e a recolocamos, com muito orgulho, no cenário mundial. Isto é insofismável, inapagável. Mas, infelizmente, a “democracia” – essa insana arma, quando em mãos de facínoras e ignaros cidadãos – os alçou ainda mais, ofertando-lhes o poder ilimitado. Esse mesmo que levou a nação ao deprimente e desprezível estado em que se encontra.
  • Que se pode, por derradeiro, inferir deste hediondo status quo? Que nosso povo e todas as nossas instituições não estão preparadas para a democracia. Só entendem o poder coercitivo.

O mais grosseiro dos grosseiros paradoxos.

Com todo respeito e admiração.

J.Koffler

Um cidadão indignado que lutou contra esses que hoje nos escravizam!

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