Abertura de Cuba e o prêmio “Nobel da Paz” chinês para Fidel Castro: duas feições de uma mesma moeda podre…

Fatos extraordinários que mais despertam a atenção do leitor mais atento e politizado, nos dias correntes, podem ser centrados na “festejada” abertura de Cuba – com a derrubada do bloqueio econômico histórico, imposto pelos EUA a essa paradisíaca ilha caribenha – e a inusitada premiação do agonizante ditador cubano, Fidel Castro, agraciado com a versão chinesa do Prêmio Nobel da Paz: “Prêmio Confúcio da Paz”. Duas flagrantes aberrações que, dentre a enxurrada de incontáveis outras, promovidas pelos desgovernos que hoje (e de há cinco décadas, apenas para fixar um marco mais próximo), literal e insistentemente propõem-se a destruir o planeta e seus habitantes, sentido lato.

O tal “bloqueio econômico” norte-americano sobre Cuba nunca disse mais do que pretendia: uma mera sanção imposta ao governo comunista cubano pelo governo dos EUA e mais ninguém, i.e., quem quisesse poderia livremente negociar com a ilha dos Castro em via única ou em dupla mão de direção, sem qualquer restrição. Para isso estavam os perenes aliados comunistas, representados com maior ênfase pelas potências mundiais, Russia e China. Que tanto lhes faria falta o intercâmbio com Estados Unidos? Absolutamente nenhum. Tanto é assim que, a todo-poderosa ex-URSS como também a China, se bastaram para suprir Cuba de armamentos, contingente humano, gêneros de todas as necessidades, capital para investimento, logística e por aí vai. Em realidade, qualquer festejo dessa tal “abertura” nada mais é do que uma grande e engodada estratégia política para os mais tontos.

Mas, mais grave e espúrio ainda, é o tal “Prêmio Confúcio da Paz”. Este ato, sim, é uma afronta inqualificável ao mundo democrático. É o maior escárnio já feito a todos aqueles que, efetivamente, lutam pela paz e pelo bem-estar da humanidade. E decididamente, Fidel Castro se situa a bilhões de quilômetros de distância desta posição. Que fosse o último sobrevivente dos mais de 7 bilhões de habitantes da Terra, nem assim faria jus a tal premiação – se considerarmos a importância do grande filósofo que foi Confúcio -. Seria algo como premiar o sangrento Lenin, por seus feitos durante a criminosa Revolução Russa de 1917. Ou de coroar o celerado Führer alemão, Hitler, pelo massacre contra judeus durante a II Guerra Mundial. Em suma, se Fidel merecesse essa honraria, então uma série de outras “figuras” grotescas e bizarras poderiam também candidatar-se à mesma, a começar pelo genocida Pol Pot, seu “companheiro” cambojano.

O mundo está literalmente de cabeça para baixo, assim como os valores mais comezinhos da ética, da moral, da verdadeira justiça. A perversão tomou conta de indivíduos que nasceram potencialmente insanos e aos quais apenas lhes faltava o “gatilho” social oportunístico para que dessem vasão aos seus instintos mais selvagens e destrutivos. A lista destes nem é tão extensa, mas seguramente é aterradora. São pragas humanas que, de tempos em tempos, aparecem para comprovar o que sempre defendi a partir da minha tese de 1976: o homem efetivamente é um “produto mal-acabado”.

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